Navegando pelo G1 (sim, eu também acesso o G1, apesar do preconceito) vi uma matéria interessante. Assim como a miniaturização atinge beneficamente os aparelhos eletrônicos, ela está chegando no Brasil aos móveis e aos imóveis. Comprei recentemente uma mesa nova para o meu notebook e ela tem praticamente a metade do tamanho da antiga, por um preço semelhante. Como todos os aparelhos tendem a ocupar menos espaço, e o dinheiro está cada vez mais escasso para a maioria da população, as pessoas estão aos poucos vendendo suas casas espaçosas e trocando por apartamentos de 50, 40 e até 30 m².
Sala de Estar, entrada e “cozinha americana”: Tudo empacotado.
Nós percebemos que os apartamentos de hoje tanto possuem muito menos espaço quanto utilizam esse espaço aproveitando cada vez mais cada detalhe. Eu moro em um apartamento relativamente antigo, cerca de 10, 15 anos de construído e posso perceber o pensamento naquele período, pois minha sala é espaçosa, e os quartos são grandes. Porém hoje, quando visitamos aqueles apartamentos decorados, oferecidos pelas construtoras para podermos visualizar as características do futuro imóvel, percebemos que o espaço está sendo abandonado cada vez mais, em troca de preços mais acessíveis e plantas mais “inteligentes”, ou seja, com a desculpa do melhor aproveitamento do espaço, trazem situações como a descrita no vídeo abaixo.
E a tecnologia está ajudando a difundir ainda mais esta mudança de paradigma com a miniaturização dos eletrônicos, como as TVs, mini e micro-systems e os notebooks, que obviamente necessitam cada vez de menos espaço. Este fenômeno já ocorre há algum tempo no Japão, porém com outra motivação: O Japão é uma pequena ilha com uma grande densidade demográfica, o que não é o caso do Brasil e de outros países emergentes. Hoje moro em um apartamento por conveniência financeira, mas apesar de possuir um tamanho razoável, não é nem um pouco meu ideal de moradia. Pretendo no futuro me mudar após o meu casamento (irei me casar em Nov/2009, visitem o blog do meu casamento… e comentem!) para uma casa, com uma pequena área verde, pois prezo muito a qualidade de vida, que não é alcançada em um “cubículo” de 30 m², na minha opinião. Claro que algumas pessoas podem preferir morar em apartamentos menores, por opção.
Mini-House no Japão.
TV Panasonic OLED.
Mesmo com aparelhos eletrônicos cada vez menores eu quero ter um espaço para criar os meus filhos tranquilamente, sem me preocupar em esbarrar nos móveis ou nas plantas pela casa. Uma coisa que me incomoda muito é que daqui a algum tempo não poderemos nem escolher, pois as construtoras irão cada vez mais “miniaturizar” os imóveis e aumentar gradativamente os preços em busca de maiores lucros. Muito provavelmente iremos nos esquecer que um dia moramos em apartamentos espaçosos e ventilados, pois já estaremos morando em cubículos com dois ou três móveis, lavando nossas roupas na lavanderia e instalando felizes nossas TVs OLED que não ocupam quase nenhum espaço.
Um abraço a todos!